22 de Abril

Desembarque de Cabral em Porto Seguro, autor: Oscar Pereira da Silva - 1904.



 Se bem o mal, o fato é que no dia de hoje há 513 anos atrás a nossa terra tomou rumo que mudaria por completo não só a nossa história mais a história da humanidade também. Descobertos? não! simplesmente a "civilização" tomou conhecimento da nossa existência. Explorados? sim, mais isso são águas passas que não movem moinhos. Se quiser um consolo, antes os Portugueses do que os Espanhóis. Mas oque realmente importa é que desde 1500 nós nos mostramos um povo forte, que não abaixa a cabeça pra qualquer um e que acolhe o estrangeiro, seja ele japonês, angolano, português ou italiano. Povo que faz a guerra da Paz e que tem a esperança desse ideal.

 .:Yuri Marques

Vote no Rei!

Slogan, Monarquia parlamentarista - Plebiscito de 1993, Brasil


  Você sabia? Há exatos 20 anos atrás no Brasil ocorrera um plebiscito de tinha como finalidade definir a forma de governo no Brasil, república presidencialista, república parlamentarista ou monarquia parlamentarista. 
  Desde o golpe de 1889 que usurparia a monarquia do poder, o povo nunca teve a oportunidade de decidir se queria a república ou a monarquia, portanto em 104 anos o Brasil vivera numa ilegalidade governamental. Com o fim da ditadura militar e com o inicio da redemocratização do país surge mais uma constituição republicana (1888) que assegurava ao povo determinar a forma de governo no país (lei nº8.624) promulgada pelo presidente Itamar Franco - PPS.

  A proposta do plebiscito a fim da restauração da monarquia parlamentarista no Brasil veio do então deputado federal, Antônio Henrique Bittencourt da Cunha Bueno - PSD, seus principais argumentos eram que durante o Segundo reinado, o Brasil viveu um período de grande estabilidade e que o movimento para a restauração da monarquia existia desde o golpe que derrubou a monarquia, planejado apenas por militares de alto escalão, sem nenhuma manifestação ou aprovação dos brasileiros, que estavam confiantes com a princesa Isabel e a abolição dos escravos.

  
Cédula de votação do plebiscito de 1993

 Ainda em 1992 institutos de pesquisas indicavam que 22% do eleitorado brasileiro era a favor da monarquia parlamentarista, e o mais interessante é que ainda com uma inércia de mais de um século e ainda com todas as manobras da republiqueta de escarnecer e difamar a monarquia brasileira, era inacreditável um apoio tão grande, devido as condições histórico-política que se encontrava o Brasil pós ditadura. Essas pesquisas levaram os partidos políticos brasileiros a tomar atitudes covardes e mesquinhas, chamas de frente presidencialista, (formada majoritariamente por partidos de esquerda) e a frente parlamentarista (apoiada pelo PSDB) que tinha como função  mudar a mente dos 22% do eleitorado que escolheriam a monarquia parlamentarista.
  Não era de se esperar menos da covardia do republicanismo brasileiro, o plebiscito de deveria ocorrer no dia 7 de setembro (dia da independência) foi adiantado para o dia 21 de abril, mais de 5 meses de adiantamento, não por acaso! O povo brasileiro tinha muitas dúvidas e carregavam muitos mitos desconexos sobre a monarquia brasileira (ainda carregam), era preciso bem mais tempo para a reeducação histórico-política dos brasileiros sobre a monarquia, isso não aconteceu, pelo contrario, foram pregados mais mentiras estúpidas como: - Na monarquia não se tinha direito ao voto. dentre outras estupidez.
  Por fim venceu a república, mas não o povo. Será preciso mais 20 anos para mudarmos alguma coisa no Brasil? sinceramente, espero que antes disso ocorra outro plebiscito e dessa vez há mais monarquistas e menos chances de manipular o povo brasileiro, pois existem como este, vários outros meios de propagação das verdades sobre a monarquia brasileira e sobre a republiqueta que se ocupou da nossa pátria. Apesar disso o slogan da propaganda monarquista "Vote no Rei!" fse tornou o slogan mais conhecido da história política do Brasil. Como dizia um velho ditado da revolução francesa: 

 "Chassez de la vérité, et il reviendra au galop!"
(Expulsai a verdade, e ela voltará a galope!)


.:Yuri Marques










Campanha Monarquista no Plebiscito de 1993 - Vote no Rei!


Homenagem ao dia do Índio

Homenagem do V.M ao guardião da pátria, o Índio Brasileiro. 
Defensor e sustentador do título de donos do Brasil.


Morre Margaret Thatcher

Homenagem á a primeira ministra do Reino Unido e baronesa de Kesteven que faceleu hoje. Primeira e única mulher a ocupar o cargo de Primeira Ministra do Reino Unido.



A Constituição de 1824

Alegoria do juramento da Constituição de 1824.
D. Pedro salva a índia (que representa o Brasil)
da ameaça do absolutismo.
Caros amigos! 

  Hoje se ainda estivesse em vigor, a constituição de 1824 comemoraria 189 anos, uma das constituições nacionais mais antigas do mundo, além de ser uma das mais liberais de seu tempo; Perdurou por 65 anos regendo o Brasil por num caminho sóbrio e próspero que se consolidou no período do segundo reinado. Um grupo seleto de pessoas gosta de indagar o porquê que a constituição foi outorgada, e porque o período da criação da mesma, tenha sido um período muito tenso e cuidadosamente vigiado pelo próprio Imperado D.Pedro I.  
  Em meados da primeira metade do século XIX,(período que foi obtida a independência do Brasil e a constituição) existiam facções muito distintas no parlamento: Aqueles que defendiam uma presença apenas figurativa do Imperador, aqueles de defendiam o estado centralizado sob a pessoa do Imperador e aqueles que defendiam um estado laico, a divisão dos poderes em 4 (executivo, legislativo, judiciário e moderador), sendo o ultimo privado aos herdeiros do trono que era o poder que conversava e arbitrava os demais; Prevaleceu algumas características dessa ultima facção citada, que tinha como um de seus mentores José Bonifácio de Andrada e Silva. Esses pensamentos não se entendiam e ocorria muitas intrigas e traições entre eles, por isso da necessidade de toda a rigidez sobre a criação da constituição, gostaria de lembrar que o Imperador D.Pedro I não era uma pessoa intransigente, pelo contrário! quero lembrar também que não era de sua vontade outorgar a constituição, porém as circunstâncias o levaram a isso.
  Minha vontade era de poder falar mais sobre esse período da nossa história tão importante, e como sempre acontece por aqui, esquecido... Mas devido a correria do dia a dia vos deixa los com o discurso que Sua Alteza Real Imperial D.Pedro I fez ao parlamento na ocasião da criação da constituinte:



“Como Imperador Constitucional, e mui especialmente como Defensor Perpétuo deste Sacro-Império disse ao povo no dia primeiro de dezembro do ano próximo passado, em que fui coroado e sagrado – que com a minha espada defenderia a Pátria, Nação e a Constituição, se fosse digna do Brasil e de mim…, uma Constituição em que os três poderes sejam bem divididos… uma Constituição que, pondo barreiras inacessíveis ao despotismo quer real, aristocrático, quer democrático, afugente a anarquia e plante a árvore da liberdade a cuja sombra deve crescer a união, tranquilidade e independência deste Império, que será o assombro do mundo novo e velho. Todas as Constituições, que à maneira de 1791 e 1792 têm estabelecido suas bases, e se têm querido organizar, a experiência nos tem mostrado que são totalmente teóricas e metafísicas, e por isso inexequíveis: assim o prova a França, a Espanha e, ultimamente, Portugal. Elas não tem feito, como deviam, a felicidade geral, mas sim, depois de uma licenciosa liberdade, vemos que em uns países já aparecem, e em outros ainda não tarda a aparecer, o despotismo em um, depois de ter sido exercido por muitos, sendo consequência necessária ficarem os povos reduzidos à triste situação de presenciarem e sofrerem todos os horrores da anarquia.” – D.Pedro I 


.:Yuri Marques

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