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O que D.Pedro II pensaria sobre uma Copa do Mundo no Brasil de hoje?

Imperador D.Pedro II, e seus pensamentos.


  Desde 2007, quando o Brasil foi eleito para sediar a Copa do Mundo de 2014, os brasileiros têm as mais diversas opiniões a respeito da Copa, e provavelmente paira no imaginário de muitos de nós como seria a opinião, e até mesmo a reação, de personagens importantes da política brasileira mediante a essa situação. Sabemos que na década de 1980 o Presidente General Figueiredo mandou Havelange enfiar a Copa onde ele quisesse; E no caso, do imperador D.Pedro II, como seria sua reação ao saber que o Brasil sediaria um campeonato mundial, custeado por “rios” de dinheiro, sabendo a real situação da nação?

   Como muitos sabem Pedro II se destacava em sua opinião pública, na rigidez e na ética com as quais tratava o bem público, e também é muito conhecida a admiração que tinha pelas artes e pela literatura, admirações essas que espelhavam seu caráter e a sua filosofia de vida. Mas diante deste rápido raio x da personalidade do Imperador é não é difícil de imaginar a posição desse nobre homem a respeito de um Mundial no Brasil, é claro que ele não mandaria Blatter enfiar a Copa onde quisesse, mas de uma forma mais diplomática recusaria catedraticamente.

  Afinal, ao contrário do que diz a presidente do Brasil e seu ministro da fazenda, a economia no Brasil vai mal, o desemprego aumenta timidamente, e as indústrias estão encolhendo, também ao contrário do que se diz por aí, não há mais brasileiros entrando na classe média, esse fenômeno se dá porque a faixa de renda que define as classe caiu, e evidentemente haverá mais brasileiros na classe média, mas isso não quer dizer que há mais brasileiros ricos. Ocorre no Brasil também um grave problema do saneamento básico! Sim, muita gente ainda não tem o mínimo de infraestrutura para viver sem grandes problemas de insalubridade, outro problema típico do verão nas cidades brasileiras é a falta de energia elétrica e de água, e em todas as estações do ano isso acontece no sertão do nordeste.

  Não é difícil de imaginar que D.Pedro II teria uma sincope ao receber essas notícias, e até mesmo ameaçaria o congresso se fosse necessário para que a Copa do Mundo passasse largamente dos cofres públicos nacionais, para o Imperador, era mais importante ver as crianças nas escolas, não só julgava isso importante, mas também vital para que a democracia vingasse! E convenhamos, a educação é a solução para muitos dos males que a humanidade possui, a educação faz findar a violência, a desonestidade e a falta de vergonha na cara de muitos dos nossos Deputados, Senadores, Governadores, Presidentes e assim por diante...



.: Yuri Marques de Farias

Comemoração dos 187 anos do nascimento de D.Pedro II

"Comemoração aos 187 anos do nascimento de Sua Alteza Imperial Real Dom Pedro II do Brasil.
 O Magnânimo. Mecenas das Ciências e das Artes e o maior homem que o Brasil já produziu
em todos os aspectos." 2 de dezembro de 1825 - 5 de dezembro de 1891

D.Pedro II, O Magnânimo.

Ficheiro:Pedro Américo - D. Pedro II na abertura da Assembléia Geral.jpg
Cerimônia de abertura anual da Assembléia Constituinte.
 "A Fala do Trono" - Pedro Américo 1872


 Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, conhecido como D.Pedro II, ou melhor, O Magnânimo  assim como era muitas vezes chamado, foi o ultimo Imperador  do Brasil e um dos homens mais celebres e importantes para nossa pátria. Nascido no paço de São Cristóvão no Rio de Janeiro no dia 2 de dezembro de 1825, sua vida foi marcada por perdas, poder, inteligência e simplicidade, combinação essa que faz dele um digníssimo Imperador.
  Quando o jovem príncipe ainda tinha 5 anos de idade tornou se imperador (de jure) pois seu Pai o então Imperador D.Pedro I abdicara do trono para tomar a frente da Revolução Liberal do Porto, e desde então o jovem Pedro teve uma vida muito regrada e direcionada aos estudos para se tornar um Imperador, com a rígida observação dos seus Regentes. Sua mãe a Arquiduquesa da Áustria, Imperatriz do Brasil Dona Leopoldina morreu um ano após seu nascimento, no parto de um menino nascido morto, o jovem Pedro não tinha lembranças de sua mãe e as lembranças que tivera do seu pai foram perdidas com o tempo e o que restou foi que ouvia sobre sua mãe e a forte imagem de seu pai como seu imperador.
  Pedro II tomou posse do trono de fato muito cedo,  com então 14 anos aconteceu o Golpe da Maioridade, uma revolução de caráter liberal para por fim a regência, além disso a ascensão do monarca ao poder cessariam todas as revolução separatistas que ocorrera no Brasil de meados do século XIX e promoveria estabilidade política, econômica e social. E foi exatamente isso que aconteceu, em 58 anos de reinado “nunca antes na história desse país” (e nunca depois também) houve tanta prosperidade e crescimento econômico e social como no período do Segundo Reinado.
  A tranquilidade e a veracidade do seu poder levaram o Brasil a posição de uma das nações mais importantes do século XIX, o próprio Imperador arbitrava em conflitos internacionais e tinha grande respeito e admiração pelos chefes de estado ao redor do mundo, sua figura no Brasil era de um Pai da pátria que acolhia a todos e assegurava liberdade de expressão e paz. Também herdou o pulso firme do seu pai, nos episódios da Guerra do Paraguai e do conflito com a Inglaterra, o imperador manteve se firme e defendeu sua pátria (até ameaçava o Senado dizendo que entraria nas guerras na linha de batalha), posições como essas não se veem todos os dias, nos dias de hoje menos ainda.
 E assim foi até sua morte, exilado na França, o imperador sofria de depressão, com a perda da Imperatriz e com a distância que manteve de seu país, e mesmo exilado, no momento de sua morte num modesto hotel do subúrbio parisiense o Imperador teve honras de Chefe de estado (mesmo contra as vontades do presidente do Brasil, Marechal Floriano Peixoto) foi o segundo maior cortejo fúnebre de toda a França, com a presença de reis e rainhas de toda a Europa, além de presidentes do continente Americano e de países como Pérsia, China, Turquia e Japão. E segue o cortejo por toda a Espanha até chegar em Portugal, onde inicialmente foi enterrado na Igreja de São Vicente de Fora, arredores de Lisboa no Panteão dos Bragança. O governo do Brasil na época tentou abafar a notícia da morte do Imperador ao máximo, e mesmo sem a autorização do governo foi declarado luto por todo o Brasil com missas de sétimo dia e bandeiras a meio mastro. Acredito que essa tentaria desesperada de sufocar a notícia, seria medo da parte do governo por mais revoltas do povo que ficara órfão do digníssimo chefe de estado que foi D.Pedro II, homem simples e honesto, amante de seu país, teve como ultimo suspiro as palavras que eu faço encerrar essa postagem:

"Deus que me conceda esses últimos desejos—paz e prosperidade para o Brasil." –
S.A.I.R Dom Pedro II do Brasil.



.:Yuri Marques

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