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O Império que pulsa em nós




  Amanhã inicia se a semana da Independência do Brasil.

  Há 192 anos fomos forçados a romper com o colonizador e iniciamos a penosa guerra da Independência, tínhamos tudo para dar errado, mas demos certo. O improvável país da América do Sul se tornou em pouco tempo uma das maiores potências do Mundo no Século XIX, gozávamos de uma liberdade de impressa que ainda hoje não conseguimos retornar.

  Nas mãos firmes do Imperador D.Pedro I nos unificamos, e sob a tutela do Imperador D.Pedro II nos tornamos grandes, a única democracia dos trópicos então desabara. Depois do golpe de 1889 (república) o país nunca mais foi o mesmo, e 125 anos depois, ainda pagamos o pecado da república.
Se olharmos para um curto passado, não temos do que se orgulhar, privações de liberdade, golpes de Estado, algumas constituições dissolvidas, centenas de casos de corrupção, miséria emanada dos nossos governantes. Mas se olharmos para um passado mais distantes, veremos heróis, decretos de liberdade, união nacional, e prosperidade.

  Ainda que tenham nos entulhado de ignorância, miséria e imoralidades,  existe um Império que pulsa em nós, e acredito que ainda há dentro de cada um de nós o mesmo espíritos dos brasileiros que várias vezes dos deram orgulho e liberdade. Pelo sangue de todos que morreram pelo Brasil.


Viva ao Brasil, Viva Pedro! Viva à Independência!


.: Yuri Marques de Farias

Pedro, o ser mitológico

  





  Entre Portugal e o Brasil D.Pedro escolheu as duas nações. O ícone mitológico da história do Brasil, fundou uma nação e libertou outra. Não haveria pessoa mais bem preparada e mais competente de que o Imperador D.Pedro I /Rei D.Pedro IV, uniu a gigante nação do Brasil e Liderou a Revolução Liberal do Porto. D.Pedro deixou legado nas duas nações, dentre eles os seus filhos futuros Imperador do Brasil e Rainha de Portugal, amava incondicionalmente os dois países, amava tanto que morreu em consequência das enfermidades adquiridas nas batalhas, ainda hoje seu coração se encontra em Portugal e seu corpo se encontra no Brasil. No dia de hoje há 179 anos atrás morrera o maior e mais notável brasileiro e português de todos os tempos. Seu nome desbrava os séculos e suas glórias emanam até os dias de hoje.


.:Yuri Marques

Os Valores do 7 de Setembro

“Já podeis da Pátria filhos ver contente a Mãe Gentil, já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”
 - Trecho inicial do hino da independência do Brasil





  Há 191 anos o então príncipe regente tomou uma decisão que mudaria para sempre a história de uma nação, com a ajuda de sua esposa, a imperatriz Leopoldina e de seu conselheiro e patrono da independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, a sorte do Brasil foi mudada. Diante das atitudes honrosas e destemidas de um jovem príncipe num jovem país, a bravura e a esperança foram a chama que nos guiou a independência.

  No ano de 1822 pouco se podia esperar do Brasil, país que estava no jugo das cortes lusitanas e condenado à desonra de voltar a ser uma colônia. Nas mãos de um homem (D.Pedro I) fomos levados com muita luta e suor a nossa batalhada independência. Nas décadas que seguiram o século XIX o Brasil alcançou dimensões inigualáveis para uma jovem nação que acabara de ser concebida.

  O povo do Brasil é um povo forte e batalhador, resistentes às pelejas e dados aos tempos de paz. Conquistamos nossa independência, a abolição do nosso povo, o direito ao voto universal; conquistamos também os direitos trabalhistas, liberdade de expressão, e não se engane! Tudo isso foi conquistado com muito sangue e muito suor. Somos um povo que não se deixa amordaçar e nem se abater, fortes, fomos fruto de povos, raças e credos das mais diversas origens.

  Esses últimos anos não tem sido fácil para nós, desacreditados dos três poderes que regem nosso país nos sentimos deslocados e injustiçados. Das altas cúpulas do congresso Nacional de onde deveriam vir leis sãs e virtuosas, só saem desonra e desgraça. O povo vai a rua mais é açoitado como se via em outros tempos, nossos representantes viram as costas para nossas necessidades, tão básicas e ao mesmo tempo tão urgentes.

  Assim como em 1822 as cortes de Lisboa nos oprimiam, assim fazem hoje as “cortes de Brasília”, mais não vamos perder a esperança! Afinal em nossa bandeira está estampado o verde, tão simbólico da esperança e de tempos melhores. Nossa independência nós conseguimos a muito tempo, mais já é hora de reconquistamos  de novo. Que nesse 7 de setembro haja em cada um de nós os mesmos sentimentos imputados nos brasileiros do dia 7 de setembro de 1822.

.:Yuri Marques

Dia do Trabalho


  O V.M. homenageia a todos os trabalhadores do Brasil e do Mundo, lembrando o tempo em que a rainha Elizabeth II serviu as forças armadas Britânicas na Segunda Guerra Mundial como motorista e mecânica, além de ser a única monarca viva que serviu na Guerra. Poderia citar vários outros exemplo que grandes nobres que serviram o seu país das mais diversas maneiras, mas escolhi essa foto da rainha Elizabeth II para quebrar tabus de que monarcas simplesmente reinam de seus tronos e delegam ordens e recebem prestígios.
  O monarca, chefe de estado é mais que isso, além de ter o papel crucial de guiar o povo se seu país dos momentos mais sombrios até os momentos mais gloriosos, o monarca vai a luta serve ao povo com seu sangue se preciso. Cito o memorável Imperador D.Pedro I, que fez de sua trajetória de vida como a de um cavaleiro, sempre com o ideal de libertar os povos tanto do Brasil quanto de Portugal, e assim fez com sua vida, e morreu em consequência de sua trajetória gloriosa de batalhas. 
  Lembro também um personagem chave na história do Brasil, D.Luís I, filho de D.Isabel, neto do Imperador D.Pedro II. que também foi a guerra. Como era exilado não pode servir pelas forças armadas do Brasil, mas serviu as forças armadas Britânicas como oficial. Idealista queria dar o sangue pelo seu país (o Brasil) e assim fez, contraíra uma doença nas trincheiras dos campos de batalha e morrera anos depois em decorrência dessa doença.
  Oque esses monarcas tem em comum? a vontade de servir a seu povo, e não tenha dúvida de que dão a vida por isso se necessário. Trabalharam lutaram e lutarão para ter um povo feliz e próspero. Feliz dia do Trabalho e do Trabalhador!


.: Yuri Marques  

A Constituição de 1824

Alegoria do juramento da Constituição de 1824.
D. Pedro salva a índia (que representa o Brasil)
da ameaça do absolutismo.
Caros amigos! 

  Hoje se ainda estivesse em vigor, a constituição de 1824 comemoraria 189 anos, uma das constituições nacionais mais antigas do mundo, além de ser uma das mais liberais de seu tempo; Perdurou por 65 anos regendo o Brasil por num caminho sóbrio e próspero que se consolidou no período do segundo reinado. Um grupo seleto de pessoas gosta de indagar o porquê que a constituição foi outorgada, e porque o período da criação da mesma, tenha sido um período muito tenso e cuidadosamente vigiado pelo próprio Imperado D.Pedro I.  
  Em meados da primeira metade do século XIX,(período que foi obtida a independência do Brasil e a constituição) existiam facções muito distintas no parlamento: Aqueles que defendiam uma presença apenas figurativa do Imperador, aqueles de defendiam o estado centralizado sob a pessoa do Imperador e aqueles que defendiam um estado laico, a divisão dos poderes em 4 (executivo, legislativo, judiciário e moderador), sendo o ultimo privado aos herdeiros do trono que era o poder que conversava e arbitrava os demais; Prevaleceu algumas características dessa ultima facção citada, que tinha como um de seus mentores José Bonifácio de Andrada e Silva. Esses pensamentos não se entendiam e ocorria muitas intrigas e traições entre eles, por isso da necessidade de toda a rigidez sobre a criação da constituição, gostaria de lembrar que o Imperador D.Pedro I não era uma pessoa intransigente, pelo contrário! quero lembrar também que não era de sua vontade outorgar a constituição, porém as circunstâncias o levaram a isso.
  Minha vontade era de poder falar mais sobre esse período da nossa história tão importante, e como sempre acontece por aqui, esquecido... Mas devido a correria do dia a dia vos deixa los com o discurso que Sua Alteza Real Imperial D.Pedro I fez ao parlamento na ocasião da criação da constituinte:



“Como Imperador Constitucional, e mui especialmente como Defensor Perpétuo deste Sacro-Império disse ao povo no dia primeiro de dezembro do ano próximo passado, em que fui coroado e sagrado – que com a minha espada defenderia a Pátria, Nação e a Constituição, se fosse digna do Brasil e de mim…, uma Constituição em que os três poderes sejam bem divididos… uma Constituição que, pondo barreiras inacessíveis ao despotismo quer real, aristocrático, quer democrático, afugente a anarquia e plante a árvore da liberdade a cuja sombra deve crescer a união, tranquilidade e independência deste Império, que será o assombro do mundo novo e velho. Todas as Constituições, que à maneira de 1791 e 1792 têm estabelecido suas bases, e se têm querido organizar, a experiência nos tem mostrado que são totalmente teóricas e metafísicas, e por isso inexequíveis: assim o prova a França, a Espanha e, ultimamente, Portugal. Elas não tem feito, como deviam, a felicidade geral, mas sim, depois de uma licenciosa liberdade, vemos que em uns países já aparecem, e em outros ainda não tarda a aparecer, o despotismo em um, depois de ter sido exercido por muitos, sendo consequência necessária ficarem os povos reduzidos à triste situação de presenciarem e sofrerem todos os horrores da anarquia.” – D.Pedro I 


.:Yuri Marques

Restaurando a identidade da Pátria - Restaurando os Personagens da Pátria




  Hoje não pude conter minha felicidade e imensa satisfação ao ler algumas matérias que foram divulgadas sobre a exumação dos corpos membros da 1ª Família Imperial do Brasil (D.Pedro I, D.Leopoldina e D.Amélia). É um sonho pessoal, e não só meu! Creio que os caros amigos monarquistas de todo o Brasil e espalhados pelo mundo também se sentiram realizados com este episódio da nossa história que visa estudar os corpos da Família Imperial e avivar na mente de todos nós a devida importância que tem esses 3 personagens nas páginas da história do Brasil.
  Quero deixar aqui também minhas mais sinceras felicitações á Sra.Valdirene do Carmo Ambiel, historiadora e arqueóloga que faz engrandecer ainda mais a nossa história e fez possível toda essa jornada até a exumação dos corpos.
  Lembro também que estamos á 9 anos do bicentenário da Independência do Brasil e se hoje podemos comemorar essa data tão significativa para nossa Pátria é por causa da coragem de um príncipe, da firmeza de uma princesa e da sabedoria de um senhor que sonharam um país onde poderíamos viver todos livres. E é mediante a esse acontecimento da exumação que podemos olhar para o lado cívico de nós e entendermos quem somos, de onde viemos e para onde rumamos. História não é artigo de museu, é a nossa identidade, é a bússola que nos guia a um futuro; Respeitar, zelar e guardar a nossa história é também respeitar, zelar e guardar um pouco de nós.

  “A exumação e todo o trabalho de arqueologia foram feitos em segredo de fevereiro a setembro de 2012, e é a primeira vez que esse tipo de análise é feita em personagens históricos no Brasil. Trabalho de Mestrado de Valdirene do Carmo Ambiel, defendido no dia 18 de fevereiro de 2013 no Museu de arqueologia e etnologia da Universidade de São Paulo (USP).

.:Yuri Marques
(matéria de referência – jornal Estadão)

Digam ao Povo que Fico!

Dia do fico, Rio de Janeiro - 9 de janeiro de 1822



Infelizmente com pouca importância cultural hoje em dia, o dia 9 de janeiro ou mais conhecido como “O dia do Fico” é crucial na história de independência do Brasil, indo na contra mão do que muito se pensa o processo de independência foi um movimento populista em que o povo esteve ativamente envolvido em cada cena desse capítulo da nossa história e não foi diferente no dia do fico.
Com o retorno de D.João VI á Portugal em Abril de 1821 e com a transferência da capital de volta para a antiga metrópole, as Cortes Lusitanas iniciaram um processo de restrição a liberdade econômica, jurídica e de todos os tipos no Brasil, fazendo com que cada província se reportasse a antiga metrópole para qualquer assunto, mesmo para se comunicar com uma província vizinha. Quando os deputados da comissão brasileira foram escolhidos para integrar as cortes em Lisboa o processo para rebaixar o Brasil á condição de colônia já estava avançado e mesmo com a vontade do Brasil de se manter na categoria de Reino Unido com Portugal e Algarves toda e qualquer proposta oferecida pelos deputados brasileiros foram ignoradas e desrespeitadas ainda mais com a afronta do príncipe regente em permanecer no Brasil após o retorno da realeza para Lisboa.
 Em dezembro de 1821 o P.R. D.Pedro de Alcântara recebeu ordens expressas das cortes portuguesas para retornar para Portugal, ações como essa e a descriminação dos deputados brasileiros em Lisboa que fizeram o partido brasileiro mobilizar o povo e recolher assinaturas para a permanência do príncipe no Brasil. Foram então recolhidas mais de 8 mil assinaturas pedindo que Pedro ficasse, mediante ao pressionamento dos brasileiros e a independência já inevitável do Brasil foi então em 9 de janeiro de 1822 que diante da população brasileira o príncipe regente exclamou a frase que entrou para nossa história e jamais foi esquecida.


"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico" 


Desde então D.Pedro entrou em confronto direto com as cortes lusitanas iniciando assim a independência 
do Brasil que foi de jure proclamada no dia 7 de setembro do mesmo ano e de fato no dia 2 de julho de 1823 com o fim da guerra da independência e a expulsão definitiva das tropas portuguesas do Brasil. A guerra da independência foi a guerra mais sanguenta da América latina e mesmo com portugueses infiltrados em nossos exércitos, mesmo que as cortes tenham levado todo o tesouro nacional para Lisboa, ainda mesmo sem preparos e treinamentos dignos para os combatentes, o povo brasileiro se mostrou um povo forte e de muita fé.
 Juntando dados do século XIX pode se dizer que era impossível o Brasil entrar numa guerra contra um dos maiores impérios do seu tempo(Portugal) e ainda assim sair um país independente e com uma constituição, constituição essa que foi uma das mais modernas e liberais de sua época. Tudo isso se deve a coragem e a audácia de um príncipe e a força de um povo de muita esperança e muita fé.


.: Yuri Marques

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